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domingo, 29 de setembro de 2013

Gaiola Dourada



Já fui ver este filme há quase um mês. Eu e mais 445.0000 pessoas em Portugal já tivemos a oportunidade de ver esta obra de Rúben Alves. Não tenho por hábito ir ao cinema ver filmes portugueses, se bem que este é francês, devido ao facto de Portugal colocar sempre a cultura e arte em segundo, terceiro, quarto planos...Bem, dizia eu que apesar de não costumar ver filmes portugueses senti-me obrigada a ir ver este, quando vi o nome Rita Blanco no cartaz e não me desiludi, pois o filme consegue captar em todos os pormenores a essência da alma portuguesa: somos um povo do fado, sempre com eterna saudade do passado e às vezes sem coragem para enfrentar grandes mudanças na nossa vida, por outro lado também temos como valores o trabalho, a amizade e a lealdade. 
Dizem por aí alguns críticos que este filme não representa os emigrantes portugueses atuais, claro que  não! Hoje em dia, emigramos com mais ambições e temos mais informação ao nosso dispor, mas não me parece que seja esse o objetivo do filme. O objetivo do filme é mais profundo que isso, é relatar as emoções de pessoas que abandonaram o seu país à procura de mais qualidade de vida e que ao construírem uma vida noutro, vivem sempre na borderline entre se sentirem portugueses ou franceses.
Eu não sou emigrante e consegui perceber a mensagem, ao ponto de me emocionar, tenho pena que haja sempre alguém a rebaixar os produtos portugueses. É assim quando é bom, é bom e que venham mais nomeações para prémios para este que é o 12º filme mais visto em Portugal desde 2004.

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